Navio
Sorrindo com a minha nau, vem,
A bombordo e também estibordo,
Chorei a partida do cozinheiro, lerdo,
Navio sem mestre não tem.
O capitão se chamava Barba,
O vergalhão do sol desata,
O peixe estava soltando baba,
A coragem de ser grata.
O navio estava bom e real,
Condimentado bem igual,
A certeza daquela espada.
Foi-se toda a paz guardada,
O navio estava a afundar,
Hora agora de escapar.
Gumer Navarro – 27/05/2017
Gumer Navarro
Enviado por Gumer Navarro em 27/05/2017
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